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Saiba quais são as melhores missões espaciais para ficar de olho em 2020

Saiba quais as missões espaciais para ficar de olho em 2020. Acima: percepção artística da chegada de uma sonda em Marte (Foto: NASA)

 

Se 2019 já foi um ano movimentado para os fãs de astronomia, 2020 promete uma agenda ainda mais cheia. Além de eventos astronômicos que poderão ser observados por nós, reles terráqueos, várias missões espaciais comandadas pelas maiores empresas privadas e agências espaciais do mundo tomarão conta da agenda.

A GALILEU, é claro, vai acompanhar todas essas novidades — mas, enquanto elas não chegam, organizamos em uma lista alguns desses eventos para você ir se preparando. Confira!

As missões para Marte
Quatro missões serão enviadas à Marte em 2020. A NASA pretende enviar um rover em julho como parte do Mars Exploration Program da agência. O veículo percorrerá a superfície do Planeta Vermelho para testar suas condições e coletar amostras. A ideia dos norte-americanos é descobrir mais sobre o nosso vizinho para planejar futuras explorações humanas por lá.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a Rússia enviarão um veículo espacial para o planeta no mesmo mês. O rover foi batizado em homenagem à cientista Rosalind Franklin, e irá buscar por sinais de vida em Marte.

 

Também em julho, os Emirados Árabes Unidos pretendem mandar seu primeiro veículo para o Planeta Vermelho. Os astrônomos de lá tem como objetivo estudar os ciclos climáticos e meteorológicos de Marte, que podem ajudar os cientistas a descobrir quando e como o planeta perdeu sua atmosfera.

Por fim, a China lançará seu rover para nosso vizinho no meio do ano. Esse será o primeiro aparato do país a alcançar um astro que não seja a Lua. O intuito dos chineses também é buscar por evidências de vida em Marte.

A primeira parte da Missão Artemis
Após uma série de atrasos, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS) e o Veículo Tripulante Orion Multipurpose (MPCV) da Nasa farão seu voo inaugural em 2020. O intuito da missão é testar a tecnologia durante um "passeio" ao redor da Lua que deve durar 6 dias. Por isso, os equipamentos serão enviados ao espaço sem nenhum tripulante.

O projeto é a primeira fase da Missão Artemis. A segunda parte do programa está agendada para 2024 e pretende enviar a primeira astronauta mulher à Lua.

As explorações do Sol
A NASA e a ESA lançarão uma missão conjunta com o intuito de chegar mais perto do Sol do que jamais foi feito. A Solar Orbiter está programada para ser lançada em fevereiro e, se tudo der certo, em alguns meses chegará a apenas 0,28 unidades astronômicas do astro, (sendo que uma unidade astronômica equivale a aproximadamente 149 bilhões de metros).

Explosões ocorrem durante a rotação solar, o que intriga especialistas (Foto: Berkeley/Nasa)

 

O intuito dos especialistas é explorar a heliosfera da nossa estrela, tal como investigar os ventos solares e o campo magnético do Sol. A ideia é aprofundar os conhecimentos que já temos sobre o assunto obtidos graças à Sonda Parker, que chegou naquela parte do Sistema Solar em 2019.

A Índia também enviará uma nave para investigar os arredores do Sol neste ano. A sonda, batizada de Aditya-1, estudará a corona solar, que é a camada mais externa da estrela.

 

O turismo espacial
Em 2020 passos importantes serão dados na direção de um novo tipo de turismo: o espacial. A Virgin Galactic, que colocou seu primeiro passageiro teste em órbita em 2019, pretende iniciar as missões até o meio do ano. Os assentos custarão U$ 250 mil [R$ 1 milhão] cada um. Enquanto isso, sua empresa parceira, Virgin Orbit, pretende colocar satélites em órbita com a ajuda de um Boeing 747 modificado.

A Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, dono da Amazon, está a caminho de mandar seus primeiros “turistas” para o espaço. A tripulação será enviada dentro da sonda New Shepard, que consiste em uma cápsula projetada para voar com até seis pessoas por viagem. Os preços e a data de lançamento ainda não foram divulgados.

As novidades da SpaceX
Outro bilionário que tem planos ambiciosos para 2020 é o sul-africano Elon Musk, dono da SpaceX. No início de janeiro os astrônomos da empresa já enviaram os minissatélites Starlink para o Espaço — aliás, eles estarão visíveis para os brasileiros nas próximas semanas.

 Outro carregamento de minissatélites visto da Holanda, em maio de 2019 (Foto: Reprodução Youtube/VideoFromSpace)

 

O Falcon Heavy, foguete mais poderoso em uso hoje em dia, pode lançar uma missão para a Força Aérea dos EUA no final de 2020. Também é esperado que a SpaceX continue o trabalho de desenvolvimento de seu protótipo Starship Mk 3 para explorar o espaço profundo.

A união entre as agências espaciais e as empresas privadas
Este ano também será marcado pelas parcerias entre as agências espaciais e as empresas privadas. Tanto a nave Crew Dragon, da SpaceX, quanto a, Starliner, da Boeing, devem levar astronautas para o Espaço.

As duas empresas ainda estão desenvolvendo os equipamentos, mas o trabalho com a NASA já dura alguns anos. O intuito dos norte-americanos é poder enviar astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS), sem depender da sonda russa Soyuz, responsável pelas viagens espaciais atualmente.

As promessas da China
Além da missão para Marte, a agência espacial da China deve lançar sua próxima missão lunar, chamada Chang'e-5, em algum momento de 2020. Se for bem-sucedida, ela será a primeira a trazer amostras da Lua para a Terra desde a última missão Apollo, de 1972.

Os chineses também planejam iniciar a construção de uma grande estação espacial, a Tiangong-3. A instalação será montada em partes, e sua cabine principal, batizada de Tianhe-1, será enviada ao espaço em março. A montagem da estação está prevista para ser concluída e ocupada até 2023.

 

Alguns outros eventos para ficar de olho
Diversas missões espaciais importantes acontecerão em 2020. Uma delas é a coleta de amostras do asteroide Bennu pela sonda OSIRIS-REx, da NASA. Lançado em 2016, o equipamento chegou no astro em 2018 — e agora começa seu caminho de volta. A previsão de chegada na Terra é em setembro de 2021.

Já a sonda Hayabusa2, do Japão, chega por aqui em dezembro desse ano. A missão foi lançada em 2014 com direção ao asteroide Ryugu, de onde recolheu amostras que serão estudadas pelos cientistas.

Chandrayaan-2 foi lançada em 22 de julho de 2019 da plataforma Sriharikota, no sul da Índia (Foto: Divulgação ISRO)

 

O ano de 2020 será “fraco” para os exploradores indianos, se comparado ao ano passado, quando tentaram pousar uma sonda na Lua durante a  missão Chandrayaan-2 — e fracassaram. Enquanto a Índia se prepara para uma nova tentativa de realizar o feito, os cientistas de lá pretendem realizar testes com um lançador de satélites, além de enviar equipamentos de observação da Terra com auxílio de uma empresa privada.

Por fim, a Força Aérea dos EUA vai enviar o misterioso avião espacial X-37B (também conhecido como Veículo de Teste Orbital) para a nossa órbita. Essa será a sexta missão do veículo, que pode permanecer no espaço por até um ano sem precisar pousar. Como o trabalho que acontece por lá é secreto, pouco se sabe sobre esse tipo de missão espacial.

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