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Chinês que editou DNA de bebês é condenado a 3 anos de prisão

Alvo de críticas devido à falta de ética, o cientista chinês He Jiankui, criou os primeiros bebês modificados do mundo (Foto: Wikipedia Commons)

 

Na China, o médico He Jiankui foi condenado a 3 anos de prisão por violar as práticas médicas e a ética da profissão, segundo uma reportagem do Stat. O profissional ficou famoso no fim de 2018, quando anunciou que havia editado os genes de bebês humanos. 

Após o anúncio, Jiankui e seus colegas desapareceram do mapa por um período, enquanto estavam sendo investigados. Meses depois, em janeiro de 2019, o jornal The New York Times relatou que ele estava sendo mantido sob guarda em um prédio no campus da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, na cidade de Shenzhen.

 

 

 

Para quem não sabe, Jiankui e dois colegas recrutaram casais cujos homens eram positivos para HIV e cujas esposas estavam grávidas de gêmeos. Ao escolher uma dupla de voluntários, alteraram o DNA dos bebês para torná-los resistentes ao vírus.

A experiência foi conduzida em duas meninas que ficaram conhecidas como Lulu e Nana, mas aparentemente o médico não obteve sucesso. Ainda assim, quando os resultados foram divulgados, a comunidade científica internacional questionou o procedimento. Por isso, Jiankui passou a ser ivestigado por autoridades da China, que condenaram sua pesquisa e o proibiram de continuar o trabalho.

O profissional alegou que estava seguindo "questões de diretrizes dos principais cientistas e especialistas em ética dos EUA", mas seu experimento foi quase universalmente descrito como "perigoso e antiético" por outros pesquisadores da área. Agora, além dos três anos na prisão, Jiankui terá de pagar uma multa de aproximadamente R$ 1,7 milhões de reais ao governo.

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