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Nasa encontra moléculas essenciais à vida na Terra em meteoritos

Representação artística de meteoros atingindo a Terra há bilhões de anos (Foto: NASA's Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab)

 

 

Em um estudo junto a cientistas japoneses, especialistas da Nasa concluíram que o ácido ribonucleico (RNA), responsável por ler as informações do nosso DNA e transformá-las em proteínas essenciais à vida, pode ter vindo diretamente do espaço.

A pesquisa, publicada no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, constatou que meteoritos que caíram na Terra há bilhões de anos tinham em sua composição diversos tipos açúcar. Não estamos falando do açúcar que você coloca no cafezinho, é claro, mas de moléculas essenciais para o surgimento da vida, como a ribose, que compõe o RNA.






 

A descoberta vai ao encontro de uma teoria que diz que a vida na Terra teve origem em "ingredientes" do espaço. Segundo essa hipótese, os compostos chegaram aqui por meio de meteoritos que caíram na superfície terrestre. 

De acordo com o novo estudo, a ribose seria apenas um deles. “Outros 'blocos' importantes para formar a vida foram encontrados em meteoritos antes como aminoácidos (que compõem proteínas) e bases nitrogenadas (que formam o DNA e o RNA)”, disse em comunicado Yoshihiro Furukawa, líder do estudo.

Asteroide Bennu, em imagem tirada pela sonda OSIRIS-REx (Foto: NASA/Goddard/University of Arizona)

 

Para realizar a pesquisa, os especialistas coletaram pó de dois meteoritos mais velhos do que a Terra. Ambos se formaram há pelo menos 4,5 bilhões de anos. Um deles, o meteorito de Murchison, foi descoberto na Austrália em 1969, e o outro, o NWA 801, foi encontrado no Marrocos em 2001.

Após analisarem as duas rochas espaciais, os pesquisadores viram que os meteoritos tinham aminoácidos e açúcares como xilose, arabinose e uma pequena quantidade de ribose. Além disso, descobriram que a ribose chegou à Terra antes da desoxirribose, outro açúcar que compõe moléculas genéticas de seres vivos.

Outras descobertas estão por vir: a sonda  Hayabusa2, do Japão, e a OSIRIS-Rex, da Nasa, prometem trazer dados sobre os asteroides Bennu e Ryugu que poderão ser úteis para comprovar os achados da equipe de Furukawa.

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