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Como funcionam os rituais de canibalismo das tribos indígenas brasileiras?

O costume de comer gente era algo natural para muitas sociedades, ou tribos indígenas que, desde sempre, consideraram que comer a carne humana, por alguma razão, transferiria a força do alimento para o alimentado. Apesar de existirem tribos que aplicavam essa lógica somente em tempos de guerra ou com inimigos, para outras, as pessoas da mesma espécie não deixavam de ser feitos de carne.

Os índios já estavam aqui muito antes de Pedro Alvares Cabral chegar. Eram um povo muito rico, cheio de crenças, mitos, rituais e que, infelizmente, sofreu várias perseguições ao longo dos anos. Desde que Cabral chegou aqui, essa população mudou muito. Mas alguns rituais, feitos por determinadas tribos indígenas, ficaram conhecidos através do tempo.

Como é o caso de uma das tribos indígenas, que vivia no país, no começo da colonização, no começo do século XVI. Eles eram os tupinambás e ficaram conhecidos por praticar a antropofagia, ou em outras palavras, o canibalismo. A tribo tupinambá não era a única a praticar canibalismo, mas como os europeus presenciaram os ritos dessa tribo, eles ficaram famosos.

Quem fez o principal relato desse hábito, foi o filósofo francês Michelde Montaigne. Ele escreveu um ensaio chamado, Dos Canibais, onde contrastava a organização da civilização europeia, com a tribo tupinambá.

Canibalismo

De acordo com os antropólogos e historiadores, a prática canibal das tribos brasileiras pode ser interpretada de vários ângulos. A primeira coisa é dizer que o canibalismo dos tupinambás deve ser visto, na verdade, como um exocanibalismo. Ou seja, a tribo não comia seus próprios membros. Eles buscavam o “alimento’ em tribos rivais.

Normalmente, os homens, que serviam como alimento, eram guerreiros capturados em batalhas. E o corpo era comido em cerimônias, com danças e outros elementos dos rituais. E em sua maioria, o ato de comer outra pessoa tinha um fundamento mítico que o legitimava. Um deles era a necessidade de espantar a violência do grupo, da comunidade, através do sacrifício de membros de fora dela.

Na década de 1920, Oswald de Andrade publicou o Manifesto Antropófago, onde ele evocou a ideia dos índios canibais brasileiros e deu a ela um sentido estético. Que marcava a capacidade da cultura brasileira, de absorver outras culturas e tradições, e de conseguir imprimir nisso a sua própria marca.

Índios

Outra tribo brasileira, que pratica o canibalismo, são os Wari’. Eles são uma sociedade igualitária, sem chefes, e consideram algumas espécies de plantas e animais como humanos, por terem espírito.

Esse grupo indígena se situava, originalmente, no nordeste da Amazônia. Em 1960, sua população foi reduzida pela metade e eles foram agrupados, em um pequeno território do Serviço de Proteção aos Índios (SPI).

Para os Wari’ os inimigos são como parentes, que se distanciaram e tiveram as relações de amizades rompidas. Quando os inimigos deles eram mortos, eles os levavam para as aldeias e eram comidos pelas esposas dos guerreiros. A carne era assada e comida em grandes pedaços.

Os índios, que mataram os inimigos, ficavam reclusos e permaneciam deitados e evitavam ferimentos. Para eles, o sangue do inimigo morto estava, simbolicamente, dentro do guerreiro e eles queriam que ele continuasse lá. O único alimento deles era uma bebida de milho não fermentada, chamada Chicha.

E por ter o sangue do inimigo dentro de si, o índio matador não podia comer o corpo do inimigo. Isso simbolizaria um auto-canibalismo e provocaria a sua morte.

Essa matéria Como funcionam os rituais de canibalismo das tribos indígenas brasileiras? foi criada pelo site Fatos Desconhecidos.

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